Júri popular condena três réus pelo assassinato do advogado Rodrigo Crespo no Rio

  • 06/03/2026
(Foto: Reprodução)
Momento da leitura da sentença dos três réus condenados pelo homicídio do advogado Rodrigo Crespo. Reprodução A Justiça do Rio condenou nesta sexta-feira (6) os três réus pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024, no Centro do Rio. Foram condenados em júri popular por homicídio triplamente qualificado e concurso de pessoas, com agravantes de emboscada, recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo torpe, uso de arma de fogo de uso restrito e vantagem para a organização criminosa: Leandro Machado da Silva: 30 anos de prisão Cezar Daniel Mondego: 30 anos de prisão Eduardo Sobreira de Moraes: 30 anos de prisão No júri, também foi decretada a perda do cargo do policial militar Leandro Machado. As defesas dos três condenados vão recorrer da decisão. Na decisão, o juiz Cariel Bezerra Patriota afirmou que “há indícios nos autos que todos os réus integravam uma organização criminosa altamente estruturada, com rigoroso padrão comportamental e complexa divisão de tarefas, formando um verdadeiro estado paralelo.” Polícia indicia três pessoas por morte do advogado Rodrigo Crespo O PM Leandro Machado da Silva, o "Cara de Pedra', segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime. Cezar Daniel Mondego de Souza, o "Russo", foi apontado pela acusação como responsável por monitorar a vítima. Já Eduardo Sobreira de Moraes foi apontado pela polícia como o responsável por seguir os passos de Rodrigo, dirigindo o carro para Cezar enquanto acompanhavam a movimentação da vítima antes do assassinato. Os três viraram réus no processo em abril de 2024, quando a denúncia do Ministério Público foi aceita. Na decisão, Leandro, que é PM, foi afastado do cargo. De acordo com as investigações, os réus se encontraram antes e depois do crime, inclusive perto do batalhão onde Leandro trabalhava. As investigações da DH da Capital indicam que os criminosos já estavam atrás de Rodrigo desde o dia 5 de outubro de 2023: anotações com as placas dos veículos de Crespo foram encontradas nos celulares de um dos investigados, no dia em que ele foi a uma festa em Ipanema. Segundo um promotor do Grupo Especializado em atuação no Júri (Gaejuri) do MPRJ, os réus condenados integram uma organização criminosa sediada em Duque de Caxias, liderada por Adilson Coutinho, o bicheiro Adilsinho, preso na semana passada em Cabo Frio. Para o Gaejuri, a condenação é emblemática: “Evidentemente que o julgamento de hoje caracterizando isso irá ajudar em outros julgamentos em que agentes dessa organização criminosa estarão sendo denunciados para serem responsabilizados criminalmente, pois o julgamento de outros elementos de provas, eles servem para reforçar as provas colhidas nestes outros procedimentos", disse um promotor membro do grupo. Motivo do crime, segundo o MP Para o Ministério Público, o desejo da vítima de entrar no mercado de bets e abrir uma casa de apostas em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi o motivo de sua execução. A zona sul, que até o início de 2023 era dominado por Bernardo Bello, representando da família Garcia, tinha mudado de mãos para o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. “Ele (Crespo) queria montar esse Sports Bar na área do patrão deles”, pontuou o promotor do MP-RJ, referindo-se aos réus Machado, Sobreira e Mondego. Advogado Rodrigo Marinho Crespo, de 42 anos, morto a tiros no Rio. Reprodução Cezar Daniel Mondego, um dos acusados da morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, afirmou no júri popular do caso que seguiu o advogado após ter sido contratado por um marido traído. Segundo ele, a vítima estaria tendo um caso com uma mulher casada. “Questionado ontem, ele disse que o nome do contratante era Márcio. O sobrenome? Não sei. O telefone? Não tenho porque apaguei ele”, relembrou o promotor Bruno Faria, do Grupo de Atuação Especializada em Júri (Gaejuri) do MP. “Não basta matar, ainda tem que macular a memória da vítima.” Defesas O advogado Diogo Macruz chamou as acusações contra Leandro Machado de “caça às bruxas”: “Não temos uma prova de que Machado mandou matar o nosso colega advogado, monitorava a vítima e tampouco falava sobre esta morte com alguém”, afirmou. Os advogados de Cézar Daniel Mondego afirmaram que ele não sabia dos verdadeiros motivos do monitoramento de Rodrigo. Durante seu interrogatório ele afirmou que teria sido contratado por um marido que tinha saído traído. A partir da esquerda: Sobreira, Machado e Mondego, réus pelo assassinato de Rodrigo Crespo Henrique Coelho/g1 A defesa também negou qualquer vinculação de Mondego a uma organização criminosa comandada por Adilson oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. “As falas do Ministério Público se baseiam em presunções”, pontuou o advogado Bruno Castro. A defesa de Eduardo Sobreira dizia que ele era motorista de Mondego e que não fazia ideia do motivo de estarem seguindo Crespo. “Motorista e amigo de Cézar Mondego há 28 anos e dirigia pra ele há alguns meses. Não tem nenhuma prova. Eduardo em momento algum tem ciência do que poderia acontecer. Não responde por organização criminosa”, pontuou Felippe C. Teixeira.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/03/06/juri-condena-reus-assassinato-advogado-rodrigo-crespo.ghtml


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